PRINCÍPIO DA SEMANA #197

re·si·li·ên·ci·a- (do latim resilio, -ire, saltar para trás, voltar para trás, reduzir-se, afastar-se, ressaltar, brotar)- Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação; Capacidade de superar, de recuperar de adversidades.

Se pensarmos, a resiliência é uma qualidade que observamos facilmente em formigas. Um ser tão pequeno, e que à partida nos parece quase insignificante, mas que tanto tem para nos ensinar. Um ser que nunca pára, (alguém já viu alguma a descansar?...) pois tem uma missão a cumprir e por isso anda sempre de um lado para o outro. Nesses caminhos, uma formiga se travada por algum obstáculo num segundo encontra logo um alternativo, uma solução e continua. Assim é a vida de uma formiga, assim é a resiliência. 

“A capacidade de o indivíduo lidar com problemas, adaptar-se a mudanças, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas”. Ao contrário das formigas, que fazem da resiliência o seu dia-a-dia, esquecemo-nos facilmente que a temos. É aquele ‘ingrediente’ que pode e faz toda a diferença, desde as maiores às mais pequenas coisas. Numa altura em que tudo (ou quase tudo) é mais acessível e até descartável, parece-nos, muitas vezes, mais fácil desistir se algo que queremos nos dá muito trabalho ou nos exige muito esforço para o conseguir. 

Não aprendemos a lidar com a gestão de expectativas e com o esperar por aquilo que tanto queremos que, por norma, é para ‘ontem’. Sentimo-nos desapontados devido a expectativas não atingidas, a coisas que nem sempre funcionam ou resultam como era esperado, devido a um sem número de variáveis. Pedras no caminho, obstáculos, eventos não programados. Tudo ocorrências e circunstâncias fora do nosso controlo, factos que nos testam e podem, muito bem, fazer com que os nossos sonhos, planos ou ideias vão "por água abaixo". É aqui, nestes momentos, que mais nos devemos lembrar das formigas. O perseverar, o continuar independentemente do (novo) caminho ainda com mais dedicação que no início. Fazê-lo ou não, distinguir entre o fácil e o que exige esforço depende (sempre e apenas) de nós e do nosso querer. ↣ Simples assim ↢

“Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”- Darwin

 

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